Comunicação > Considerações sobre a não candidatura da Diretoria Executiva à reeleição

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Cumprimos nosso papel e desejamos aos colegas uma campanha eleitoral saudável, com um debate respeitoso, rico e proveitoso

04/10/2017 - Nº 22

Hoje, 4 de outubro, encerra-se o prazo de registro das chapas que concorrerão à diretoria executiva do Sindifisco-MG para o biênio 2018-2019. Tendo em vista vários questionamentos de colegas sobre as razões pelas quais os membros abaixo-assinados desta diretoria não são candidatos à reeleição, gostaríamos de apresentar aqui as razões que nos levaram a essa decisão e algumas reflexões para tentar contribuir com esse processo eleitoral e com a construção dos caminhos para a luta sindical.

Como sabemos, o Fisco mineiro, há alguns anos, tem enfrentado diversas tentativas de enfraquecimento e desvalorização. São muitas as ameaças que as últimas gestões têm enfrentado e, por isso, elas tiveram que desprender esforços e muitas energias para evitar perdas e reverter prejuízos, em vez de poder se dedicar exclusivamente à viabilização de uma pauta positiva de novos ganhos e conquistas.

Por exemplo, neste mandato, enfrentamos as medidas do governo para tentar colocar o ônus dos problemas financeiros do Estado sobre as costas dos servidores; a reforma administrativa, com vários problemas para o Fisco; as ameaças de prejuízos com parecer da AGE sobre valores extrateto recebidos por servidores etc. Contudo, conseguimos construir uma resistência a esses problemas e ainda trabalhar a pauta de reivindicações salariais da categoria. No âmbito nacional, enfrentamos a proposta de reforma da Previdência, sendo uma das entidades mais atuantes na luta contra a PEC 287/2016. Agora, no fim do mandato, temos atuado também firmemente no debate da reforma tributária.   

Estivemos reunidos por várias vezes com a alta administração da SEF/MG, mesmo enfrentando a resistência para negociar desde o início de 2016. Persistimos na busca de diálogo e, com a articulação com outras lideranças sindicais e representantes do governo, sempre tentamos buscar uma solução que equilibrasse os interesses da categoria e do Estado.

Nesse contexto, acreditamos que a mobilização forte, inclusive com ações de luta mais enérgicas e que exigem o envolvimento e um certo desgaste pessoal de todos os auditores fiscais, são a única alternativa para obter ganhos. Foi assim com as paralisações realizadas desde o ano passado, que ganharam força em novembro e dezembro. Mesmo assim, o resultado dessa mobilização, por uma decisão da alta administração, que optou pela instituição de uma verba indenizatória (ajuda de custo alimentação), foi restringido apenas aos ativos.

Assim, o que mais pesou para a nossa decisão foi o fato de não ter como vender ilusão de que conseguiremos o atendimento à pauta salarial aprovada em assembleia geral extraordinária sem nos envolvermos diretamente nas ações de luta, inclusive correndo riscos. Na verdade, a nosso ver, só nos restaria fortalecer essas ações mais enérgicas. 

Não vamos alimentar a ilusão de que se nos mantivermos inertes e esperançosos, após quase três anos de governo e de descaso com as reivindicações da categoria, chegará o dia que o secretário Bicalho e o governador Pimentel, espontaneamente, resolverão nos atender. Essa parece ser a posição do subsecretário Vizzotto, dos superintendentes e de muitos outros auditores fiscais comissionados e da base. Como não queremos ludibriar ninguém, se fossemos eleitos para mais dois anos de gestão só poderíamos prometer a continuidade do trabalho de organização e liderança da mobilização dos auditores para assim conquistar o respeito e consequente atenção do governo.

Também não participamos das articulações para a formação das chapas que deverão concorrer às próximas eleições nem apoiamos nenhuma delas. A nossa participação em uma campanha eleitoral por certo iria tomar parte importante da nossa atenção e energias, em prejuízo da direção e organização das lutas da categoria, em um momento especialmente delicado, de aprofundamento do desrespeito e discriminação do governo com os auditores fiscais.

Oportunamente, apresentaremos um balanço detalhado de nossa gestão. Até lá, continuaremos mantendo o foco nas lutas de interesse da categoria, com a mesma coerência e espírito de mobilização que vem norteando o nosso trabalho nessa gestão.

Como filiados do Sindifisco-MG não abandonaremos as lutas dos auditores fiscais.

Lindolfo Fernandes de Castro

Milena Souza Moreira

Marco Antônio Mota Mayer

Júlio Marcello Mendes Daun

Carlos Roberto dos Santos

Manoel José Magalhães

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