Comunicação > Aposentados em Uberaba pressionam superintendente por solução de impasses e retomada da normalidade no pagamento dos salários

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Não vamos abrir mão de nossa independência e espírito de luta

03/10/2017 - Nº 21

Servidores da SEF se reuniram na última quinta-feira (28), em Uberaba, com o intuito de promover a união entre ativos e aposentados, engrossar as mobilizações contra o atraso de salário e demonstrar a insatisfação de todos com o tratamento discriminatório dispensado pelo governo. O encontro teve a presença do superintendente regional Gustavo Antônio dos Santos.

Os aposentados aproveitaram a oportunidade para questionar o superintendente regional sobre a sensação de desprestígio vivida pela SEF/MG perante as decisões de governo e pressionar a administração para que se resolvam os impasses, que se busquem soluções para a volta da normalidade, principalmente em relação ao pagamento dos salários no quinto dia útil, e que o governo honre os compromissos assumidos. Os aposentados reivindicaram atitudes mais concretas dos colegas comissionados, como a entrega imediata dos cargos para que a secretaria volte a ser respeitada. Também externaram o sentimento de revolta diante da resistência do secretário de Fazenda e do subsecretário da Receita Estadual em receber e dialogar com os sindicatos representantes dos servidores da Fazenda.

O superintendente regional tentou justificar a postura adotada tanto pelo secretário quanto pelo subsecretário, insinuando que o Sindifisco-MG seria o responsável pelo impasse surgido na negociação entre os servidores da SEF/MG e o governo de Minas.

É importante registrar que durante dois anos o Sindifisco-MG sempre priorizou e buscou o diálogo com o governo. Chegamos, inclusive, a nos reunir algumas vezes com o secretário de Fazenda - seja por intermédio do deputado Rogério Correia, seja em consequência da luta -, e, após várias tentativas frustradas de ter nossas reivindicações atendidas, propusemos aos servidores que lançassem mão de atitudes mais enérgicas - como as paralisações, que, a propósito, têm contado com a adesão maciça da categoria na capital e no interior. Ou seja, quem tem demonstrado indisposição para negociar não é o Sindifisco-MG, mas os representantes do governo.

Ainda assim, o Sindifisco-MG sempre entendeu que a abertura ao diálogo e o incentivo à mobilização não são coisas conflitantes. Ao contrário, acreditamos que é possível combinar habilidade ao negociar e firmeza na luta, como foi essa iniciativa da reunião em Uberaba, demonstrando nossa linha de condução da atividade sindical.

Durante as cinco gestões em que o atual presidente esteve à frente da entidade esta foi a conduta adotada - diga-se de passagem, eficiente e vitoriosa, tendo em vista o fato de que em nenhuma delas o Sindifisco-MG deixou de trazer resultados concretos para a categoria. Basta lembrar que, quando a primeira delas se iniciou, o salário dos auditores fiscais era de R$ 5.510,00. Se a remuneração atual é bastante superior, isso se deve às estratégias adotadas.

Já o subsecretário Vizzotto e os superintendentes, que se pressupõe tenham livre acesso - direto ou indireto - ao secretário de Fazenda e ao governador do Estado, o que conseguiram nesses quase três anos de governo Pimentel em prol da remuneração, dos direitos e das atribuições dos auditores fiscais?

Assim, culpar o Sindifisco-MG pelo descaso do atual governo com as reivindicações da categoria parece ser uma tentativa de justificar e camuflar a inércia e a impotência   da atual administração fiscal da SEF/MG perante esse tratamento inaceitável.  Sugerir que o Sindifisco-MG se renda ao imobilismo e à subserviência para ter acesso ao diálogo mostra que, na realidade, não se pretende de fato negociar o atendimento à pauta de reivindicações da categoria, mas pura e simplesmente cooptar os dirigentes sindicais.

Causa estranheza à nossa condução sindical a afirmação de um dos presentes à reunião de que as ações judiciais movidas atualmente pelo Sindifisco-MG seriam obstáculo à negociação. Longe disso, as ações judiciais que questionam a terceirização de serviços para o Ipead (decisão que desconsiderou por completo o preparo e a experiência dos auditores fiscais para a execução das tarefas transferidas ao órgão) e o fechamento dos postos fiscais, bem como que reivindicam maior transparência na concessão de benefícios fiscais não tiveram o mínimo intuito de constranger o governo, mas, sim, preservar os interesses da categoria e da sociedade. A esse propósito, reafirmamos que não abriremos mão de nenhum instrumento - seja político, administrativo ou judicial - que julgarmos necessário para defendê-los.

Por fim, agradecemos a disponibilidade do superintendente regional de Uberaba em, mais uma vez, receber e dialogar com os servidores, mas discordamos do fato de ele enfatizar outro sindicato por ter se reunido com o governador, interpretado por muitos como uma tentativa de tirar o foco do papel da administração e de, ironicamente, apontar uma suposta falta de prestígio do Sindifisco-MG frente ao governo. Sob esse aspecto, é importante destacarmos que não temos interesse algum em participar de reuniões unicamente para posar para fotografias. Nossa expectativa é ter em mãos propostas concretas, dignas de serem apreciadas pela categoria que representamos.

Sigamos, portanto, em luta pelo pagamento no quinto dia útil, pela recomposição de nossas perdas remuneratórias e pela correção das distorções salariais, sobretudo, pelo direito de expressar nossas convicções e anseios, com a independência e a combatividade que tanto prezamos.

A Diretoria

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