Comunicação > Em audiência na ALMG, Sindifisco-MG se solidariza com servidores da Junta Comercial do Estado

divisoria2

 

Voltar

Sem reajuste há 12 anos, categoria está em greve

12/09/2017 - Nº 279

O presidente do Sindifisco-MG, Lindolfo Fernandes de Castro, participou no dia 6 de setembro de audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que discutiu a situação dos servidores da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg). A categoria está sem reajuste há 12 anos e cobra do governo o cumprimento de acordo firmado em 2015, por ocasião de paralisação anterior. Presente à audiência, o assessor de relações sindicais da Seplag, Carlos Calazans, descartou, entretanto, a concessão de reajustes, em função da situação financeira do Estado, frisando que Minas atingiu o limite prudencial da LRF para despesas com pessoal.

Convidado pela Comissão de Direitos Humanos da ALMG, responsável pela realização da audiência, o presidente do Sindifisco-MG compôs a mesa presidida pelo deputado Cristiano Silveira e manifestou apoio à luta dos servidores da Junta Comercial. Lindolfo de Castro observou que as categorias do funcionalismo estadual vêm enfrentando grande dificuldade na negociação de suas pautas salariais e criticou a falta de diálogo do governo com as entidades sindicais. Ele frisou que os servidores não podem arcar com o ônus da crise financeira do Estado e classificou como absurdos o parcelamento e atrasos dos salários.

"Nós temos dito sempre que o ajuste não pode ser feito sobre a folha de pagamento, mas, sim, pelo lado da receita (desonerada e sonegada). O governo vem abrindo mão de bilhões com benefícios fiscais concedidos a grandes empresas e também ao negligenciar o combate à sonegação no Estado. De acordo com previsão orçamentária, só em 2017, serão R$ 13,8 bilhões que Minas deixará de contabilizar em razão dos benefícios fiscais. A sonegação também priva os cofres do Estado de outros bilhões todos os anos. Todos esses recursos dariam não só para resolver os problemas salariais das categorias como, também, promover uma revolução nas áreas da saúde, educação e segurança, só para citar as principais", ressaltou o presidente do Sindifisco-MG.

divisoria