Comunicação > Semana histórica de mobilização nas unidades fazendárias de Minas contra atraso no pagamento

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Diante da incerteza se receberiam ou não seus salários e do silêncio e discriminação por parte da cúpula da SEF, servidores reagiram e paralisaram atividades durante três dias consecutivos

28/08/2017 - Nº 267

A semana que passou foi de mobilização e luta nas unidades fazendárias de todo o Estado. A orientação dos sindicatos das categorias da SEF/MG para que as atividades de trabalho só fossem realizadas após a confirmação do pagamento da segunda parcela foi seguida à risca pelos servidores. Como o pagamento não foi efetuado na data prevista - quarta-feira, 23/8 - as categorias reagiram contra o atraso, paralisando as atividades e organizando atos de protesto. Auditores fiscais e gestores fazendários se uniram e chamaram a atenção do público e da imprensa para o grave problema salarial enfrentado pelas categorias da Fazenda.

O atraso prosseguiu na quinta e na sexta-feira - dia em que, com a anuência de seu sindicato, os AFAZ e TFAZ também aderiram à paralisação. Com isso, foram três dias seguidos de protesto, que contou com a adesão maciça dos servidores em todo o Estado. Em vários locais foram afixadas faixas e os servidores se concentraram do lado de fora das repartições com o objetivo de esclarecer os contribuintes sobre o motivo das paralisações.

Em Belo Horizonte, durante os três dias houve manifestações em frente ao prédio da SEF/MG na Rua da Bahia, reunindo servidores de toda a Região Metropolitana. A divulgação no dia 24 de uma gravação (ouça aqui) em que o secretário adjunto de Fazenda em exercício, Paulo de Souza Duarte, admitiu que algumas categorias do funcionalismo estadual - caso dos servidores da própria SEF - haviam sido discriminadas acirrou a apreensão e o descontentamento que acabaram por obrigar o governo a agir.

"Não há dúvida de que foi a forte mobilização dos servidores e sua repercussão na imprensa que levaram o governo a encontrar uma solução emergencial para a quitação da segunda parcela dos salários dos servidores da SEF/MG e de outras categorias do funcionalismo no fim da tarde da última sexta-feira", avalia o presidente do Sindifisco-MG, Lindolfo Fernandes de Castro.

Dias antes da paralisação, ele percorreu diversas repartições para mobilizar os servidores. Na segunda-feira (21), esteve em Contagem e, na terça, em Varginha (manhã) e Poços de Caldas (tarde). Já na quarta, visitou Extrema (manhã) e Pouso Alegre (tarde) e, na quinta e sexta-feiras, participou lado a lado com os auditores fiscais das manifestações em Belo Horizonte.

Orientação para a próxima-quarta, 30/8: Sem salário, sem trabalho

A categoria fiscal deve permanecer atenta, pois, segundo o calendário instituído pelo governo, quarta-feira, 30 de agosto, é data de pagamento da terceira parcela dos salários dos servidores da SEF/MG. Considerando, entretanto, os atrasos recorrentes e, principalmente, o ocorrido na semana passada, a orientação do Sindifisco-MG é que os auditores fiscais mantenham a mesma postura firme de não admitir o tratamento discriminatório do governo e só iniciem as atividades de trabalho após a confirmação do depósito dos salários para ativos e aposentados. Os GEFAZ, TFAZ e AFAZ, por decisão de seus respectivos sindicatos, novamente se unirão aos AFREs na mobilização dessa quarta-feira (30).

Repercussão na mídia

As manifestações foram destaque em diversos veículos de imprensa da capital e do interior do Estado.

Confira um balanço do que foi divulgado pela imprensa de BH durante os três dias de paralisação:

 Rádio CBN

 Rádio Super

 TV Globo Minas

 Jornal O Tempo

 Portal O Tempo

 Portal G1

 Rádio Itatiaia 25/8

 Rádio Itatiaia 24/8

 Portal O Tempo 23/8

Colegas do interior enviaram links que mostram como o protesto repercutiu na mídia local:

Jornal Leopoldinense

Jornal O Vigilante (de Leopoldina)

O Sindifisco-MG também publicou anúncios nos jornais Metro (duas páginas, com distribuição especial na Cidade Administrativa) e Brasil de Fato (meia página) para cobrar do governo o pagamento dos servidores.

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Como ação de luta o sindicato fez ainda uma postagem impulsionada no Facebook, que teve grande repercussão.

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