Comunicação > Auditores das DFs BH 3 e 4 pressionam superintendente por solução para problema salarial

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AFREs informam decisão de parar atividades enquanto não receberem salários

24/08/2017 - Nº 264

Um movimento espontâneo, protagonizado por alguns auditores fiscais das DFs BH 3 e 4, em Belo Horizonte, chamou atenção hoje no prédio da SEF/MG localizado na Av. Afonso Pena, em Belo Horizonte. Passando de sala em sala, em todos os andares, o grupo chamava os colegas para se dirigirem à sala do superintendente Marcos Baeta, a fim de cobrar uma solução para o grave problema salarial que atinge a categoria. A iniciativa repercutiu positivamente entre os servidores das duas unidades, demonstrando que a insatisfação é geral e que, diante do desafio gigantesco que tem sido a questão salarial, a categoria começa a perceber que esta é uma luta que depende fundamentalmente da participação de todos.

Os auditores se dirigiram ao gabinete do superintendente, onde foram informados que ele estava em reunião e pedia que aguardassem, mas já antecipando que não os receberia caso estivesse presente algum representante do Sindifisco-MG. O grupo não concordou com a restrição e, logo no início da reunião, pediu explicações ao superintendente. Ele justificou a posição manifestando insatisfação com o fato de o sindicato ter divulgado informe dizendo que ele havia chamado a polícia para reprimir manifestação dos servidores realizada recentemente. Os auditores, então, indagaram se ele realmente havia tentado impedir o protesto e, embora ele tenha negado a intenção, no decorrer da explicação acabou confirmando que havia, sim, chamado a polícia.

Em seguida, iniciou-se a discussão do problema salarial enfrentado pela categoria. Os auditores fiscais questionaram por que os servidores da SEF/MG têm sido preteridos nas decisões do governo e propuseram que usem como arma aquilo em que são mais fortes, que são os recursos. "A polícia está conseguindo avançar usando como arma a questão da segurança, que é onde reside sua força.  Por que não fazemos o mesmo nos valendo exatamente daquilo em que somos mais fortes, que são os recursos? Está aí a nossa força", observou um auditor. "Todo adiamento de salário que nos for impingido, nós também devemos responder com mais adiamento no esforço de produzir os resultados de anistia fiscal que nos estão sendo solicitados.  Com isso nós vamos deixar claro onde os recursos aparecem, que somos nós que buscamos esses recursos", ressaltou.

O representante da unidade, Lúcio Ferraz, frisou ao superintendente que havia sido surpreendido com o chamado dos auditores fiscais para que se dirigissem ao seu gabinete e que isso era uma demonstração clara de que "a classe está começando a entrar em combustão e a perceber que pode mobilizar suas energias para reverter o quadro de sucessivas perdas enfrentado pelos servidores".

O superintendente pediu que os servidores continuem trabalhando e afirmou que os comissionados estão pressionando, do seu jeito, a alta administração, para que seja encontrada uma forma de solucionar o problema. Os auditores fiscais deixaram clara a disposição de parar suas atividades enquanto não receberem seus salários.

O Sindifisco-MG cumprimenta a iniciativa dos colegas das DFs BH 3 e 4 ressaltando que a reação dos AFREs em conjunto com o seu sindicato é fundamental para o resgate do respeito da administração da SEF/MG e do governo pela categoria fiscal.

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