| Sindifisco MG |
Veículo: Assembleia Informa
Data: 15 de Fevereiro de 2012Assunto : Sindicalista diz que mudança de índice aliviaria débito dos Estados com a União
A mudança do índice de correção das dívidas dos Estados com a união, do atual IGP-DI pelo IPCA, representaria uma substancial redução no valor acumulado nos últimos 14 anos. a constatação é do presidente do Sindicato dos auditores Fiscais da Receita Estadual (Sindifisco), Lindolfo Fernandes de Castro, ouvido ontem pela Comissão Especial da Dívida Pública. Na mesma reunião, foi aprovado requerimento que amplia em 30 dias o prazo para que a comissão conclua a análise do processo de endividamento e das possibilidades de negociação.
A substituição dos indexadores foi a principal sugestão da Carta de Minas, documento elaborado no Debate Público “a Renegociação da Dívida dos Estados com a união”, promovido pela comissão na segunda-feira (13). O documento foi assinado por presidentes das assembleias de Minas, São Paulo e Rio de Janeiro e pela vice-presidente da assembleia do Espírito Santo.
Segundo Lindolfo de Castro, de 1998, quando a dívida foi renegociada, até 2010, a variação do IGP-DI foi de 222%, e a do IPCA, de 137%. Recalcular retroativamente os contratos representaria um alívio nos valores acumulados pelos estados que têm contrato com o governo federal, de aproximadamente R$ 350 bilhões.
Ele sugeriu que antes da renegociação seja feita uma auditoria completa dos valores pactuados anteriormente. “Vamos ver que essa dívida já foi paga há muito tempo. O que existe é uma dívida da união com a sociedade”, afirmou. acordo – O presidente da Comissão Especial da Dívida Pública, deputado Adelmo Carneiro Leão (Pt), defendeu que a comissão aprofunde os estudos sobre o endividamento dos Estados, para propor a melhor solução. “Não temos que ter pressa, e sim conteúdo”, declarou. Adelmo Leão considerou que a Carta de Minas poderia ter sido lançada posteriormente. Ele disse, ainda, que o atual governo está apenas cumprindo um “acordo draconiano” feito anteriormente. Na opinião do presidente da comissão, as condições eram favoráveis na época da assinatura dos contratos, mas agora não servem mais para o Brasil.
O relator da comissão, deputado Bonifácio Mourão (PSDB), afirmou que o objetivo é apresentar uma proposta que seja razoável, para que seja “a expressão do federalismo”. Dalmo Ribeiro Silva (PSDB) considerou que a ALMG está no caminho certo para encontrar uma solução para o problema que atinge quase todos os Estados do País.
Duarte Bechir (PSD) lamentou que, durante a renegociação das dívidas, o Governo Federal tenha dado tratamento diferenciado aos Estados, beneficiando com juros menores aqueles que poderiam pagar parte do montante.
Para Antônio Júlio (PMDB), o Governo Federal pratica agiotagem ao exigir que Minas destine 13% de sua receita para o pagamento da dívida, enquanto menos de 12% são investidos em educação.